«Vídeo animado que dá a conhecer a vida e os feitos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Com argumento e realização da autoria de Pedro Lino, resulta de uma parceria conjunta entre o Museu de Alberto Sampaio e a Câmara Municipal de Guimarães e foi desenvolvido no âmbito das Comemorações dos 900 Anos do Nascimento do primeiro monarca português.»
Recent Posts
segunda-feira, 5 de julho de 2010
«O primeiro rei»
«Vídeo animado que dá a conhecer a vida e os feitos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Com argumento e realização da autoria de Pedro Lino, resulta de uma parceria conjunta entre o Museu de Alberto Sampaio e a Câmara Municipal de Guimarães e foi desenvolvido no âmbito das Comemorações dos 900 Anos do Nascimento do primeiro monarca português.»
terça-feira, 8 de junho de 2010
protector solar
Desfrute do poder e da beleza da sua juventude… oh, esqueça... Só compreenderá o poder e a beleza quando estes já tiverem desaparecido. Mas acredite em mim, daqui a vinte anos olhará as suas fotografias e compreenderá, de um modo que não pode compreender agora, quantas possibilidades se abriram para si e o quão fabuloso era... Não é tão gordo(a) quanto imagina.
Não se preocupe com o futuro; ou preocupe-se, mas saiba que preocupar-se é tão eficaz como tentar resolver uma equação de álgebra a mascar pastilha elástica. É quase certo que os problemas que realmente têm importância na sua vida são os que nunca passaram pela sua mente; como aqueles que tomam conta da sua mente às 4 horas da tarde de uma terça-feira ociosa.
Faça todos os dias alguma coisa que o assuste.
Cante.
Não trate os sentimentos dos outros de forma irresponsável. Não tolere os que agem de forma irresponsável em relação aos seus.
Relaxe.
Não perca tempo com a inveja; às vezes ganha, às vezes perde. A corrida é longa e, no final, tem que contar só consigo.
Lembre-se dos elogios que recebe. Esqueça dos insultos. Se conseguir fazer isso, diga-me como.
Guarde as suas cartas de amor. Deite fora os extractos bancários velhos.
Estique-se.
Não sinta sentimento de culpa por não saber o que quer fazer da sua vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma ideia do que fariam na vida. Algumas das pessoas mais interessantes de 40 anos que eu conheço também não sabem ainda.
Tome bastante cálcio.
Seja gentil com os seus joelhos, sentirá falta deles quando deixarem de funcionar.
Talvez se case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40. Talvez dance uma valsinha quando fizer 75 anos de casamento. Seja o que for que fizer, não se orgulhe, nem se critique demais. Todas as suas escolhas têm 50% de oportunidade de darem certo, como as escolhas de todos os outros.
Goze o seu corpo da maneira que puder, use-o de todas as formas que puder… Não tenha medo dele ou do que os outros pensam dele… Trata-se do maior instrumento que possuirá.
Dance… Mesmo que o único lugar que tenha para o fazer seja a sua sala de estar.
Leia todas as indicações, mesmo que não as siga. Não leia revistas de beleza. Elas só o farão sentir-se feio.
Saiba entender os seus pais, não sabe a falta que sentirá deles quando eles partirem definitivamente. Seja agradável com os seus irmãos. Eles são o seu melhor vínculo com o passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca o abandonarão.
Entenda que os amigos vêm e vão, mas que há um punhado deles, preciosos, que tem de guardar com muito carinho.
Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e os obstáculos da vida, porque quanto mais envelhece, tanto mais precisa das pessoas que conheceu quando era jovem.
Viva em Nova Iorque uma vez, mas mude-se antes que ela o transforme numa pessoa dura. Viva no Norte da Califórnia uma vez, mas mude-se antes de se tornar uma pessoa muito mole.
Viaje.
Aceite algumas verdades eternas: Os preços subirão, os políticos são mulherengos e também você envelhecerá. E quando envelhecer, fantasiará que, quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram nobres e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite as pessoas mais velhas. Não espere o apoio de ninguém. Talvez tenha um fundo de garantia, talvez tenha um cônjuge rico, mas nunca sabe quando um ou outro poderão desaparecer.
Não mexa muito no seu cabelo, senão, quando tiver quarenta anos, vai ficar com a aparência de oitenta e cinco.
Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos, mas seja paciente com elas. O conselho é uma forma de nostalgia; dá-lo é uma forma de resgatar o passado do caixote do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço muito maior do que realmente vale.
Mas acredite em mim, no que respeita ao protector solar.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
«Gaivota» de Alexandre O'Neill
Amália Rodrigues, ao vivo
Hoje, Gaivota - 2009
Gaivota, Alexandre O'Neill
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Alexandre O'Neill
quinta-feira, 27 de maio de 2010
«Ainda Há Pastores?» de Jorge Pelicano
Ainda há pastores? de Jorge Pelicano
Sinopse:
Há lugares como Casais de Folgosinho que quase não existem. Não há luz eléctrica, água canalizada, nem estradas. Perde-se no silêncio de um vale entre as montanhas da Serra da Estrela. Em tempos foi um autêntico santuário de pastores… Hoje, os mais velhos vão morrendo e os novos fogem da dura sina de ser pastor. Hermínio, 27 anos, contraria o fim. Dizem que é o pastor mais novo, mas também o mais doido. Sozinho, rádio na mão, rasga montanhas ao som das cassetes do popular cantor Quim Barreiros, que um dia sonha conhecer. Os sons das cassetes e do rádio puxam-no para longe de uma vida de solidão. São a união entre dois mundos diferentes. Até quando o jovem Hermínio será pastor? Mas…ainda há pastores?
Ficha Técnica:
Realização: Jorge Pelicano
Argumento: João Morais, Jorge Pelicano e Cátia Vicente
Produtor: Jorge Pelicano
Ano: 2006
Género: Documentário
Duração: 72’
Elenco:
Hermínio Carvalhinho
Fernando Alves (Narrador)
Quim Barreiros (Quim Barreiros)
João Grazina (João Grazinha)
Prémios:
CINEECO, Portugal (2006) – Prémio Especial da Lusofonia e Menção Honrosa
Play-Doc, Festival Internacional de Documentário de Tui, Espanha (2007) – Prémio “Atlântico”
Coimbra Caminhos do Cinema Português, Portugal (2007) – Prémio Imprensa
FICA – Festival Internacional de Cinema, Brasil (2007) – Melhor Filme
Mostra Internacional de Videocreacíons do Condado, Espanha (2007) – Melhor Documentário
Festival Internacional de Cine Documental de la Ciudad de México (2007) – Menção Especial
Environmental Film Festival Network, Itália (2007) – Prémio Green Award
Extrema’Doc, Espanha (2007) – 1º Prémio na secção Transfronteiriça
Kathmandu International Montain Film Festival, Nepal (2007) – 1º Prémio do Festival
Outros Festivais em que participou:
Ecofilms, Grecia (2007)
Viscult Film Festival, Finlândia (2007)
Sole e luna Doc Fest, Italy (2007)
Parnuu International Film Festival, Estónia (2007)
Ekofilm, República Checa (2007)
Ekotopfilm, Eslováquia(2007)
Cinemambiente, Italy (2007)
Festival de Cinema Europeu, Hong Kong (2007)
domingo, 25 de abril de 2010
25 de Abril de 1974
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
sexta-feira, 23 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Vários trava-línguas* para dizer muito depressa
2. - Pedreiro da catedral, está aqui o padre Pedro? - Qual padre Pedro? - O padre Pedro Pires Pisco Pascoal. - Aqui na catedral há três padres Pedros Pires Piscos Pascoais, como em outras catedrais.
3. A aranha arranha a rã. A rã não arranha a aranha.
4. A espingarda destravicula pinculá. Quem a destravincula, bom destravíncula-pinculador será.
5. A história é uma sucessão sucessiva dos sucessos que se sucedem sucessivamente.
6. A lontra prendeu a tromba do monstro de pedra e a prenda de prata de Pedro, o pedreiro.
7. A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar.
8. A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
9. Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
10. Cair no poço não posso.
11. Casa suja, chão sujo.
12. Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.
13. Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas. Tira da boca da bica, bota na boca da bomba.
14. Comprei uma arara rara em Araraquara.
15. Disseram que na minha rua há paralelepípedos feito de paralelogramos. Seis paralelogramos têm um paralelepípedo. Mil paralelepípedos têm uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
16. É crocogrilo? É crocodrilo? É cocrodilo? É cocodilho? É corcodilho? É crocrodilo? É crocodilho? É corcrodilo? É cocordilo? É jacaré? Será que ninguém acerta no nome do crocodilo maré?
17. Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rasto.
18. Feijão, melão, pinhão, mamão, meijão, malão, feinhão, pimão, pijão, feilão, manhão, memão, majão, pilão, menhão, feimão.
19. Fui a Chaves, encontrei uma chapa de chumbo chapada no chão.
20. Fui ao mar colher cordões, vim do mar cordões colhi.
21. Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.
22. Não confunda cafetão de gravata com capitão de fragata.
23. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
24. Numa casa há quatro quartos. Em cada quarto há quatro quadros. E cada quadro é quadrado. Quantos quadros quadrados há na casa?
25. O bispo de Constantinopla é um bom desconstantinopolitanizador. Quem o desconstantinopolitanizar, um bom desconstantinopolitanizador será.
26. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
27. O pinto pia, a pia pinga. Quanto mais o pinto pia, mais a pia pinga. A pia perto do pinto, o pinto perto da pia, tanto mais a pia pinga, mais o pio pinta. A pia pinga, o pinto pia, pinga a pia, pia o pinto, o pinto perto da pia, a pia perto do pinto. Atrás da pia há um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, apara o prato, pia o pinto e mia o gato.
28. O rato roer roía e a Rosa Rita Ramalho do rato a roer se ria!
29. O rato roeu a rolha da garrafa da rainha.
30. O rato roeu a roupa do Rei da Rússia que a Rainha, com raiva, resolveu remendar.
31. O rei de Roma ruma a Madrid.
32. Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando o vento.
33. Padre Pedro prega pregos. Pregos prega padre Pedro.
34. Paga o pato, dorme o gato, foge o rato, paga o gato, dorme o rato, foge o pato, paga o rato, dorme o pato, foge o gato.
35. Pedro pediu permissão para passar pelo portão para pegar o pinto pelado pelo pescoço.
36. Perlustrando patética petição produzida pela postulante, prevemos possibilidade para pervencê-la porquanto perecem pressupostos primários permissíveis para propugnar pelo presente pleito pois prejulgamos pugna pretérita perfeitíssima.
37. Porque é que o pisco empisca a pisca e a pisca não empisca o pisco?
38. Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata-doce? Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata-doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata-doce.
39. Que faria o Faria, se não fosse Faria?
40. Quem merca pouco cabra parda, pouco cabra parda paga, uma cabra carga trapos, outra cabra trapos carga.
41. Quico quer caqui. Que caqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer caqui.
42. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
43. Se a liga me ligasse, eu também ligava à liga, mas a liga não me liga, eu também não ligo à liga.
44. Se cá nevasse, fazia-se cá ski.
45. Se vaivém fosse e viesse, vaivém ia, mas como vaivém vai e não vem, vaivém não vai.
46. Trazei três pratos de trigo para três tigres tristes comerem.
47. Um limão, dois limões, meio limão. Um limão, mil limões, um milhão de limões.
48. Uma trinca de trancas trancou Tancredo.
Mais aqui.
* Trava-língua: Conjunto de palavras formando uma sentença que seja de difícil articulação em virtude da existência de sons que exijam movimentos seguidos da língua que não são usualmente utilizados. Os trava-línguas, além de aperfeiçoadores da pronúncia, servem para divertir e provocar disputa entre amigos. São embaraçosos, provocam risos e caçoadas.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
A letra "P"
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. - Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.
Pensei. Portanto, pronto pararei.
E ainda se acham o máximo quando conseguem dizer "o Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma" ou o "Rato Roeu a Rolha do Rei da Rússia"?
segunda-feira, 8 de março de 2010
poema para o dia da mulher
Solteira, chorei.
Casada, já nem lágrima tive.
Viúva, perdi olhos
para tristezas.
O destino da mulher
é esquecer-se de ser.
Mia Couto [escritor moçambicano, 1955-]
in Idades Cidades Divindades, Lisboa: Caminho, 2007, p. 97
discurso 2: Chimamanda Adichie e o perigo da história única
discurso 1: Isabel Allende conta histórias de paixão
Podem accionar as legendas na barra em baixo, à esquerda (em view subtitles).
sexta-feira, 5 de março de 2010
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS LINGUÍSTICOS
TÍTULO PRIMEIRO
Princípios gerais
Artigo 7.º
1. Todas as línguas são a expressão de uma identidade colectiva e de uma maneira distinta de apreender e descrever a realidade, pelo que devem poder beneficiar das condições necessárias ao seu desenvolvimento em todas as funções.
2. Cada língua é uma realidade constituída colectivamente e é no seio de uma comunidade que ela está disponível para o uso individual como instrumento de coesão, identificação, comunicação e expressão criadora.
Artigo 8.º
1. Todas as comunidades linguísticas têm o direito de organizar e gerir os seus próprios recursos, com vista a assegurarem o uso da sua língua em todas as funções sociais.
2. Todas as comunidades linguísticas têm o direito de dispor dos meios necessários para assegurarem a transmissão e a projecção futuras da língua.
Artigo 9.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a codificar, estandardizar, preservar, desenvolver e promover o seu sistema linguístico, sem interferências induzidas ou forçadas.
Artigo 10.º
1. Todas as comunidades linguísticas são iguais em direito.
2. Esta Declaração considera inadmissíveis as discriminações contra as comunidades linguísticas baseadas em critérios como o seu grau de soberania política, a sua situação social, económica ou qualquer outra, ou o nível de codificação, actualização ou modernização alcançado pelas suas línguas.
3. Em aplicação do princípio da igualdade, devem ser tomadas as medidas indispensáveis para que esta igualdade seja real e efectiva.
Artigo 11.º
Todas as comunidades linguísticas têm direito a beneficiar dos meios de tradução nos dois sentidos que garantam o exercício dos direitos constantes desta Declaração.
Artigo 12.º
1. No domínio público, todos têm o direito de desenvolver todas as actividades na sua língua, se for a língua própria do território onde residem.
2. No plano pessoal e familiar, todos têm o direito de usar a sua língua.
Artigo 13.º
1. Todos têm direito a aceder ao conhecimento da língua própria da comunidade onde residem.
2. Todos têm direito a serem poliglotas e a saberem e usarem a língua mais apropriada ao seu desenvolvimento pessoal ou à sua mobilidade social, sem prejuízo das garantias previstas nesta Declaração para o uso público da língua própria do território.
Artigo 14.º
As disposições desta Declaração não podem ser interpretadas nem utilizadas em detrimento de qualquer norma ou prática do regime interno ou internacional mais favorável ao uso de uma língua no território que lhe é próprio.
[...]
Ler aqui.
quinta-feira, 4 de março de 2010
acordo ortográfico
domingo, 21 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Carnaval
A origem do Carnaval é bastante controversa e tem sido sujeita a várias pesquisas durante muitos anos, por vários estudiosos.
Vou, muito sucintamente, analisar alguns conceitos relacionados com o tema.
Há estudiosos que defendem que estas celebrações, festas ou cultos, tiveram a sua origem na Grécia, entre os anos 605 e 527 a.C., com cultos a deuses da agricultura, e cuja finalidade era terem boas colheitas.
Outros, acham que se iniciou, muito mais cedo, no Egipto, em homenagem à deusa Ísis e ao Touro Apis. Noutros registos, encontramos, na Pérsia, festas da deusa da Fecundidade Naita e de Mira, deus dos Pastores; na Fenícia, Festa da deusa da Fecundidade Astarteia; em Creta, festa da Grande Mãe, deusa protectora da terra e da fertilidade, representada por uma pomba; na Babilónia, as Sáceas, festas que duravam cinco dias e eram marcadas pela licença sexual e pela inversão dos papéis entre servos e senhores, e pela eleição de um escravo rei que era sacrificado no final da celebração.
Outros alvitram que poderá ter sido na Roma Antiga, em honra dos deuses Baco e Saturno. Vamos então encontrar o Carnaval associado às Bacanais ou Grandes Dionisíacas (festa da terra, do vinho e das florestas), efectuadas em Roma e na Grécia em louvor de Baco ou Dioniso (com a prova do vinho novo), que decorriam nos três meses de Inverno, celebradas, principalmente, pelos camponeses, que se apresentavam mascarados durante as festividades.
Com o cristianismo, a Igreja Católica transformou alguns desses rituais pagãos em homenagens aos santos, conferindo-lhes um carácter sagrado de acordo com os princípios cristãos. Vários elementos das antigas festas pagãs, porém, foram preservados.
Esta tradição foi-se espalhando por todo o lado, pela Grécia, por Roma, por Veneza e, já no século VI d.C., as pessoas, no Carnaval, fantasiavam-se, mascaravam-se como forma de se disfarçarem, de se esconderem para poderem criticar os governos, os poderosos. Então surgem os carros alegóricos e os desfiles.
Mas todas estas festas mantinham mais ou menos um traço comum: “Pessoas mascaradas, danças, risos, bacanais, brincadeiras, excesso de bebida e comida, sexo, fantasias e todas essas manifestações de libertinagem”.
Etimologicamente falando, a origem da palavra "Carnaval" também tem várias versões. Uns acham que deriva de "carne vale" (adeus carne), enquanto outros justificam que se trata do início do período Quaresmal, época esta espiritual, de privação da carne na alimentação. E há ainda diversas outras interpretações.
De festa meramente pagã, condenada, na época, pela Igreja, passa a celebração mais ordeira, mais civilizada, se assim se pode considerar.
Com bailes, desfiles alegóricos e máscaras, mas com um sentido mais estético, não tão libertino. Toda esta modificação deveu-se ao facto de, no séc. XV, o então Papa Paulo II, permitir que se realizasse em frente ao seu Palácio o carnaval romano, mas de forma a que as pessoas fossem mais contidas nas suas atitudes e comportamentos.
Alguns anos após os Descobrimentos, os Portugueses, levaram para o Brasil o festejo do Carnaval.
Nos dias de hoje, é decerto um dos países onde se comemora mais freneticamente esta festa, pelo impulso que deram com a introdução dos seus ritmos sambistas e africanos. E também pelo calor das gentes, pela mistura de raças e dos seus ritmos.
Em África, os rituais que sobressaíam eram e são, entre outros, a dança à volta de fogueiras e as pinturas (máscaras improvisadas) no rosto e corpo.
Cada país onde se celebra o Carnaval festeja-o de maneira diferente, dando o seu cunho próprio com a manifestação das suas tendências culturais.
A partir de 1545, o Carnaval é reconhecido como uma festa popular.
Foram estabelecidas posteriormente, pelo Papa Gregório XIII, as datas desta comemoração; nunca poderia coincidir com o festejo da Páscoa Católica.
De acordo com um cálculo baseado no equinócio da Primavera, o Carnaval deveria ser celebrado sempre no 7ª domingo que antecede o domingo de Páscoa (Católica).
E assim, até aos dias de hoje, o Carnaval continua a ser comemorado um pouco por todo o mundo, seguramente por significar "alegria" mesclada com um sabor de "anarquia", em contraste com um quotidiano cada vez mais cinzento, previsível e desprovido de encanto.
Depois do Egipto, o primeiro, do segundo na Grécia e Roma Antigas e do terceiro, no Renascimento Europeu, particularmente em Veneza, o Carnaval encontra no Rio de Janeiro o seu quarto centro de excelência resgatando o espírito de Baco e Dionisus, segundo a tese de Hiram Araújo - estudioso do Carnaval e do samba - ao contar uma história que completa o seu sexto milénio e que acompanha a própria história da humanidade.
A história do Carnaval, considerando os seus Centros de Excelência, está dividida em quatro períodos: o Originário (4000 anos a.C. ao século VII a.C.), o Pagão (do século VII a.C. ao século VI d.C.), o Cristão (do século VI d.C. ao século XVIII d.C.) e o Contemporâneo (do século XVIII d.C. ao século XX).
Fontes:
http://www.passeiweb.com/saiba_mais/voce_sabia/origem_carnaval
http://marius.blogs.sapo.pt/arquivo/980759.html
http://porentremontesevales.blogspot.com/2008/01/vem-o-carnaval-2008.html
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
«Páginas de Português»
Os 60 anos da Sociedade da Língua Portuguesa e os desafios da tradução em português. E, ainda, a rubrica "Uma Carta é uma Alegria da Terra", em colaboração com os CTT, Correios de Portugal.
{mais Páginas de Português}
